primeiro venta um vento de pedaços de flor e cheiro de mato com toque de hortelã, as estrelas de escondem no canto direito das nuvens, o céu se decide por um laranja-cor-de-noite. Aí aparece devagar e baixo: plim, plom, plam. Plim, plim. Plam plam plam, plom. O plim, veja, traz quase uma preguiça. O plam é o que espalha a melancolia, respirada só para quem o escuta. O plom vem com luzes, que não são idéias, mas piscam forte como se quisessem falar e só tivessem 2 segundos para acontecer. O brum disputa com o plom, tem um jeito ranzinza, quer reclamar, fazer barulho.
depois tudo pára.
e quem respirou a melancolia, fica sem saber onde colocá-la, porque as gotas sobem rápido demais para onde vieram…
Um dos maiores riscos de ser é permanecer.
Era isso que eu não tinha pra dizer.
Sempre imaginei melancolia como a sensação de engolir uma melancia. Essa sensação de ter uma melancia na barriga, essa dificuldade de digerir a vida, que nos faz ficar sem motivação.
Maças para você, goiabas pro seu filhote.
clap, clap, clap, clap!